Uma grande mudança de vida e os 3 lugares mais transformadores que conheci. - Parte 1

Atualizado: Mai 20

Eu João, um dos criadores do Livre Para quero compartilhar com vocês alguns os lugares que tive a oportunidade de conhecer durante nossas viagens e que me transformaram de alguma maneira. Vou fazer isso em três posts ao longo dessa semana! ;)


Algumas pessoas conhecem a história da nossa mudança de vida, e a verdade é que até agora compartilhamos muito pouco sobre isso aqui no Livre Para, então resumidamente para contextualizar...


Eu e o Bruno nos organizamos durante um bom tempo e lá em Junho de 2016 demos início na realização de um grande sonho nosso, fazer um mochilão!


Essa jornada renderia diferentes posts (e eu realmente quero escrever e dividir mais sobre essa experiência aqui com vocês), mas em resumo foi uma jornada linda onde nos permitimos viver a vida de forma mais slow, contemplativa, e o que pra mim foi o mais importante: viver no "agora".


Começamos por Portugal (onde vivemos atualmente, olha o acaso aí) e lembro que ficamos um pouco mais de dois meses no país, depois passamos um mês na Itália e logo embarcamos para o próximo continente, a Ásia. Lá conhecemos a Indonésia, Malásia, Camboja, Vietname e Tailândia! Ficamos pouco mais de cinco meses viajando por esses lugares incríveis. E por fim, partimos para o último continente dessa fabulosa aventura, e conhecemos a Austrália! Acabamos morando lá por um ano, o que foi uma das fases que guardo com o maior carinho no meu coração. <3

Toda essa jornada mostrou um mundo dentro de mim. Mostrou o quão privilegiado eu sou e como no fundo sou muito corajoso. É preciso MUITA coragem pra querer mudar de vida, que isso fique claro aqui. Abandonar carreiras já em acensão é desafiador e dá medo. Muito medo. Saímos completamente fora da nossa zona de conforto, nos desafiamos em vários momentos e isso hoje é só motivo de gratidão. Muita gratidão!


Então, agora que sabem por onde passamos, quero contar sobre alguns momentos mágicos deste período!


1. Bali - Indonésia

Chegamos na ilha no começo de setembro, e nessa altura do ano as ruas de Ubud (uma das minhas cidades preferidas de Bali) estavam repletas de "Penjors" (decoração feita de bambu) que é colocada fora das casas que cultuam o Hinduismo Balinês durante os feriados religiosos - como Galungan e Kuningan - e cheirando a incenso por toda a parte, porque estamos falando de Bali! A nossa recepção na cidade foi calorosa, os balineses são muito amigáveis e demos sorte de conhecer um guia turístico local que acabou nos acompanhando em vários locais sagrados.


Sem sombra de dúvida a nossa segunda noite em Ubud foi mágica!

Depois de bater muita perna pelos mercados de arte durante um dia muito quente e úmido decidimos já no final da tarde conhecer um café cool que vimos em vários blogs de viagem, o Café Lotus, e sem querer acabamos conhecendo o Ubud Water Palace, um lugar lindo e cheio de significado pro povo local.


Percebemos que uma cerimônia estava prestes a começar e curiosos fomos seguindo o fluxo... O templo estava cheio, "é algo realmente importante" - lembro desse pensamento. Estavam todos com roupas típicas, com muitas flores nas mãos, as crianças corriam em direção aos seus familiares e do nada o ritual começou, nós estávamos no meio e não conseguimos sair. Sentamos em um canto e observamos. Estávamos rodeados de homens batendo palmas e entoando um lindo coro, o Bruno perguntou em inglês para dois homens mais jovens o que estava acontecendo e só aí fomos entender que estávamos dentro de um dos rituais mais importantes do ano para eles, era uma homenagem à deusa do arroz e o deus da água. Durante o ritual começou a cair uma chuva leve, e com calma algumas pessoas começaram a se proteger da chuva nas partes cobertas do templo, enquanto outras continuavam contemplando as gotas que caiam. Um senhor já muito idoso que continuou sentado na chuva nos chamou e nos presenteou com flores e com um punhado de arroz, seguido de uma instrução com as mãos nos guiando aos movimentos que todos faziam em homenagem aos deuses.


Eu não sei descrever muito bem o que sentia naquele momento, era um misto de extrema felicidade por estar ali, gratidão por terem nos deixado permanecer durante o ritual e empatia por uma cultura tão cheia de significado. Uma coisa é certa: a frequência da gratidão era tão forte que os sorrisos emanavam uma energia poderosa que era contagiante.


E por que transformador? Porque lá aprendi muito sobre simplicidade. O povo Balinês vive com muito pouco, a principal fonte de renda é o turismo local, e ver como mesmo com tão pouco eles continuam suas tradições, suas oferendas aos deuses e como são gratos por tudo o que têm nos mostra muito sobre nós mesmos, sobre a nossa forma de viver, sobre a nossa sociedade atual.

Saí de lá com uma percepção diferente de tempo e valores, do que realmente precisamos para viver e para sermos felizes.


E abrindo o albúm de família, estão aqui pra vocês alguns dos nossos melhores momentos em Bali!



Espero que tenham gostado! Acompanhem os próximos posts ainda nessa semana e nos sigam no Instagram!


João Kraeski

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